quinta-feira, abril 13, 2017

Almoço dos ex-colegas OGMA (RR-EA-INST-EL)


Retomando o habitual encontro anual de ex-OGMA's, organizado pelo grupo da Radio Radar, o colega José Parreira escolheu o Hotel Aeromar, na Avenida Nascente nº 1, Praia de Faro, 8005-520 Faro, sendo extensivo aos ex-colegas das outras secções das OGMA.
O almoço realiza-se no dia 3 de Maio ​de 2017 (quarta-feira), com um custo de €18, a pagar no local.
Agradece-se a confirmação da vossa presença, preferencialmente até ao dia 30 de Abril, para qualquer dos seguintes contactos:
Email: zeparreira@hotmail.com
Telefone fixo: 289 820 226
Telemóvel: 964 836 285
PP - José Domingos Parreira
Horário dos comboios:
Lisboa (Estação do Oriente) - Faro
Alfa: Partida às 8:23 com chegada às 11:23
Faro - Lisboa (Estação do Oriente)
Alfa: Partida às 15:05 com chegada às 18:05
IC: Partida às 17:56 com chegada ás 21:26
Nota: O preço dos bilhetes tem um desconto de 50% para seniores.

terça-feira, abril 04, 2017

Ogma atinge lucros de 10,1 milhões de euros e elege novo CEO

A empresa elegeu novos órgãos sociais, com a designação de Marco Tulio Pellegrini como novo presidente da sociedade.

A Ogma registou, em 2016, lucros de mais de 10 milhões de euros, segundo adiantou a empresa em comunicado esta segunda-feira, 3 de Abril. "A empresa atingiu um volume de vendas de 195,4 milhões de euros, e um lucro de 10,1 milhões de euros, tendo sido aprovado, também, a distribuição de lucros pelos colaboradores no total de 1,47 milhões de euros, que serão distribuídos conforme critérios de elegibilidade e cumprimento de metas", referiu a sociedade em comunicado.
Já este fim-de-semana, o ex-presidente da Ogma, Rodrigo Rosa, disse, em entrevista à rádio TSF que a empresa pretende distribuir parte dos lucros obtidos em 2016, ou seja, cerca de 1,5 milhões de euros, pelos seus funcionários.
A empresa elegeu ainda novos órgãos sociais para o triénio 2017-2019, tendo designado Marco Tulio Pellegrini (na foto) como novo presidente do conselho de administração, sucedendo a Rodrigo Rosa, "que agora assume funções como CFO da Embraer para a região da Europa, África e Médio Oriente", adiantou o mesmo comunicado. Continuará com assento no conselho de administração da Ogma como administrador não-executivo.
"Foram também aprovados os nomes de Jackson Schneider e Luís Carlos Affonso como representantes da Airholding (100% detida pela Embraer) e Júlio Castro Caldas e o General Luís Esteves de Araújo em representação da Empordef (100% detida pelo Estado Português)", segundo o mesmo comunicado.
A Ogma é detida em 65% pela Airholding SGPS (100% Embraer) e em 35% pela Empordef (100% Estado Português) desde a sua privatização em 2005. A empresa conta com mais de 1700 trabalhadores. Créditos: Jornal de Negócios

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domingo, fevereiro 12, 2017

OGMA com novo hangar de pintura

A OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal, sediada em Alverca do Ribatejo, inaugurou esta terça-feira, 7 de Fevereiro, um novo hangar de pintura de aeronaves. O espaço, avaliado em 10 milhões de euros, está equipado com materiais que respeitam todas as normas ambientais e de higiene. O hangar ocupa um espaço de 4 mil metros quadrados. É composto por duas cabines onde podem receber simultaneamente aeronaves de médio e pequeno porte, além de outras cabines para pintura de componentes. Há um controlo do tamanho das partículas no ar insuflado e recolha automática dos resíduos resultantes do processo de lavagem, tratamento de superfície e de pintura química das aeronaves e a sua correcta separação. A iluminação faz-se através de lâmpadas LED. Ver noticia completa no Mirante.

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domingo, janeiro 29, 2017

China contrata manutenção de aviões em Alverca


Há novos países no cardápio da OGMA - Indústria Aeronáutica de Portugal. E estão localizados a oriente. A empresa assinou recentemente um contrato de três anos para a manutenção geral de 15 aeronaves. Mas a grande ‘lança’ na Ásia é a China: foi firmado um contrato, também de três anos, com um operador chinês para manutenção dos trens de aterragem de uma frota de 20 aviões E-Jets de médio curso da Embraer. Quase com 100 anos de atividade - que completará em 2018 -, a OGMA continua a crescer, captou novos clientes internacionais e aumentou as suas valências com uma nova área de pintura de aviões, que começará a funcionar no início do ano. Por isso, em 2017 vai contratar mais trabalhadores (tem atualmente 1734 funcionários) e também este ano prevê investir €14 milhões para se preparar para a robotização - a designada indústria 4.0.
Rodrigo Rosa, presidente da OGMA, diz que 2016 “correu bem”, com um crescimento de 4% no volume de negócios face aos €188 milhões registados em 2015, ano em que a empresa apresentou um lucro recorde de €11,6 milhões, e acredita que “2017 terá um desempenho ainda melhor, com o contributo de novas áreas”. Ver noticia no Expresso on-line.

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terça-feira, janeiro 03, 2017

As O.G.M.A. nos anos 30

Em Dezembro de 1939, a Revista do Ar publicou um artigo interessante sobre a actividade das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico nos anos 30, anunciando também o projecto de remodelação e ampliação, que iria ocorrer nos anos 40. Pela sua importância, como contributo para a história das OGMA, deixo abaixo a sua transcrição:
«É interessante apontar que as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico estão a passar por uma fase de ampla remodelação de serviços e de reorganização que, dada a importância que o facto tem, bastante interessa arquivar nas colunas da "Revista do Ar". Todo este trabalho está a ser superiormente orientado, no sentido de que aquele importante estabelecimento fabril do Estado, corresponda cabalmente ao impulso que as entidades governativas têm dado à nossa Aviação, e com o objectivo de a colocarem ao nível das exigências do material moderno, recentemente adquirido pelo Ministério da Guerra.
Dentro das suas possibilidades, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, vêm há tempo realizando uma obra digna de registo, e pouco a pouco o seu apetrechamento tem sido orientado de forma a acompanhar as necessidades, principalmente da Aeronáutica Militar. A remodelação das várias secções, a aquisição de maquinaria e a ampliação de determinados sectores tem permitido que os trabalhos ali executados correspondam em absoluto ao fim em vista, mercê de uma esplêndida mão de obra, orientada por técnicos competentes.

Entidades oficiais em visita às OGMA (1939).
A adaptação, a que se está gradualmente procedendo, das suas instalações e o aperfeiçoamento do grau de especialização do seu pessoal, habilita-nos a poder contar com outros recursos de trabalho, que permitirão a execução rápida e económica das reparações do material, aproveitando-o ao máximo e contribuindo valiosamente para prolongar o mais possível a sua utilização no treino necessário do pessoal.
Cuidada a segurança do material, reduzem-se, assim, em face deste critério, as despesas de conservação das forças aéreas. Nestes últimos vinte anos de louvável actividade, as Oficinas Gerais de Material Aeronáutico têm reparado todo os tipos de aparelhos e motores em serviço na Aviação Militar.

Quantas vezes, em face dum acidente, se considera um avião perdido, mas, entrando nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico consegue-se ainda a sua utilização, mercê dos conhecimentos técnicos dos seus engenheiros e da aplicação do seu pessoal. Empregando-se mão de obra nacional e criando uma capacidade elevada de trabalho especializado, que não é fácil improvisar de momento, obteve-se assim, um recurso de valor com que a nossa Aviação possa contar.
Podemos orgulhar-nos da perfeição dessa sua mão de obra nacional que, posta ao serviço da Aviação, tem executado trabalhos dignos de louvor.

Esta acção há-de fazer-se sentir da mesma forma, no que respeita ao material moderno, logo que este, sujeito a uma utilização intensiva, necessitar das suas revisões periódicas e de importantes reparações. Este trabalho de adaptação ao material moderno, já posto à prova, embora em escala reduzida, tem decorrido com segurança incontestável.
Mas, a actividade industrial das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico não se limita apenas a reparações. Ela vai mais longe. E se tomarmos em conta a escassez do nosso meio e a falta de determinados elementos, temos de concordar que é deveras interessante que ali se proceda à construção de aviões de escola "Tiger-Moth" e "Avro-626".

Em Portugal pouca gente tem conhecimento de que em Alverca se fabricam aviões. Anotemos, pois, que alguns desses aparelhos que cruzam o nosso espaço, pintados de amarelo e azul, são aviões de escola construídos nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico. A fabricação destes pequenos aviões de escola, mantém sempre, pelo menos, o interesse proveniente da utilização da mão de obra nacional e do treino e conhecimento que o pessoal adquire e que muito naturalmente, redunda em beneficio do trabalho e reparação de material.
As gravuras que acompanham estas despretensiosas linhas, que outro fim não têm do que chamar a atenção dos nossos leitores para uma obra interessante, mostrando-nos fases de construção de uma série de aviões "Avro-626" e de uma outra de aparelhos "Tiger-Moth", que amanhã alinharão nas esquadrilhas de escola e treino. Os aparelhos estão já na sua fase final de construção, e assim se pode admirar grande parte do trabalho realizado.

Além dessa actividade, as oficinas tem procedido à montagem de aparelhos vindos do estrangeiro, encaixotados. Uma das gravuras apresenta-nos o alinhamento de uma nova série de aviões de caça "Gladiator", recentemente adquirida pelo nosso Governo, cuja montagem está ser executada pelo pessoal das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico.
Mas, dado o seu desenvolvimento, aquele estabelecimento fabril do Estado necessita de ser ampliado, remodelado, quanto às suas instalações. O leitor apreciará a gravura que publicamos na "maquette" das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, que a sua Direcção mandou executar com o fim de praticamente estudar as transformações possíveis e de utilidade e ainda a criteriosa colocação de novas instalações, que as necessidades do serviço aconselhem.

"Maquette" das OGMA para estudo de alterações e melhoramento das instalações (1939).
Da sua apreciação e dos informes que colhemos, concluímos estar em presença de uma futura realização deveras interessante nos seus pormenores, e de uma execução perfeita que define o desejo de trabalhar com critério e acerto.

Por último, um pormenor interessante a registar: os dirigentes das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico, dentro do louvável critério de proteger a mão de obra nacional, tem considerado devidamente as condições higiénicas do trabalho dos seus operários. Hoje, o operário daquelas Oficinas, possui o seu refeitório privativo higienicamente montado, onde, num ambiente acolhedor, passa as horas de refeição. Também possuem o seu balneário.
É simpática esta compenetração, de quanto vale cuidar da situação dos operários. Trabalha-se com boa vontade, mantendo-se sempre um ambiente de disciplina, orientada de forma que o operário conheça bem as suas responsabilidades.» (Crédito: Revista do Ar de Dezembro 1939)

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quinta-feira, dezembro 15, 2016

Feliz Natal e Próspero 2017


Votos de Feliz Natal e Próspero 2017 para todos os leitores e ex-colegas das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA).

sábado, dezembro 10, 2016

22º encontro anual dos Avionicos (1994-2016)















Algumas fotos do 22º encontro anual dos Avionicos, realizado hoje, no Leziria Parque Hotel em Vila Franca de Xira. Ver mais fotos aqui.

quarta-feira, outubro 26, 2016

Encontro anual de ex-OGMA's de 2016

O 22º encontro anual de ex-OGMA's, organizado pelo grupo dos ex-Avionics (EA), vai realizar-se no LEZIRIA PARQUE HOTEL, em Vila Franca de Xira, no dia 10 de Dezembro de 2016 (sábado), pelas 13h00, com um custo individual de 22 euros.
Como tem sido norma, este encontro é aberto a todos os ex-colegas das OGMA, independente do sector em que trabalharam. As inscrições devem ser feitas até ao dia 1 de Dezembro 2016, para Mário Pereira (Tlm: 914664954 ou 935205619) ou por correio electrónico para o endereço: mariopereira47@sapo.pt ou em alternativa para sotnas.esoj@gmail.com. O pagamento será feito no próprio dia do almoço, à entrada.

quarta-feira, outubro 05, 2016

Lança-foguetes fabricado nas OGMA

De entre as várias actividades das OGMA, para além construção e reparação de aeronaves, encontrei recentemente um artigo muito interessante, da autoria de Miguel Machado, na revista Operacional, sobre o envolvimento das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico em Luanda e Alverca, no fabrico dum lança-foguetes de 37 mm, usado no teatro da guerra colonial em África.
Transcrevo e resumo abaixo alguns trechos do referido artigo, o qual poderá ser lido na integra através do link ou (http://www.operacional.pt/lanca-foguetes-de-37mm-para-tropas-terrestres/)
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LANÇA-FOGUETES DE 37 MM PARA TROPAS TERRESTRES

Nascida no início da guerra em África por iniciativa de um jornalista estrangeiro, esta curiosa arma foi depois desenvolvida e mesmo sem grande valor operacional era apreciada pelas forças portuguesas. Leve e causando grande efeito psicológico no inimigo foi fabricada nas OGMA até 1975.
Foi no início de 1962, em Noqui (Norte de Angola) que no Batalhão de Caçadores 280 do Exército, os Comandos, que então utilizavam, montado num jeep, um tambor de foguetes de avião SNEB 37mm, aceitaram a sugestão do jornalista italiano Cesare Dante Vacchi, de utilizar um dos tubos para fazer uma arma anti-pessoal destinada a substituir a bazooka de fabrico americano. Esta pesada arma estava em uso no Exército mas era claramente desajustada para aquele tipo de guerra.
Assim foi construído o 1º “lança-foguetes”, muito rudimentar em que as pilhas que originavam o disparo eram coladas com fita na parte traseira da arma. As oficinas do Exército em Luanda começam a fabricar o “lança-foguetes” em pequeno número e casualmente alguns oficiais pára-quedistas veêm a arma. Acham-na interessante até porque usavam a bazooka e ainda o Lança-Granadas Foguete 8,89cm com os mesmos defeitos. Pertencendo à Força Aérea, os pára-quedistas de imediato propõem a este ramo que a fabrique nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico de Luanda e assim se iniciam os trabalhos, no qual também colaboraram técnicos dos Caminhos de Ferro.

Treino de tiro com o "lança-rockets" de 37 mm
Nasce assim o “Lança Foguetes de 37 mm para Tropas Terrestres”, cópia do criado por Vacchi, mas com algumas inovações para o tornar mais funcional e fiável. Mais tarde o já popular “lança-rockets” como era conhecido, passou a ser fabricado pelas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico em Alverca, Portugal, e fornecido aos outros ramos das Forças Armadas. O fabrico terá terminado em 1975, data na qual se conseguiram obter os últimos registos escritos da sua distribuição.
Foi uma arma muito utilizada em combate, era bastante popular entre os militares, mas tinha no entanto, segundo vários depoimentos de quem a usou em África, efeito sobretudo psicológico sobre o inimigo. O disparo era relativamente silencioso mas o rebentamento da cabeça explosiva do foguete era assustador, muito ruidoso, o que causava pânico no local da explosão. Havia também alguns problemas eléctricos recorrentes e nem sempre era fácil obter munições (os foguetes 37mm) em quantidade suficiente para as necessidades operacionais. Há mesmo relatos de explosões de carga propulsora do foguete no interior da arma no momento do disparo.
Principais características
Peso: 3Kg
Comprimento 1,8m
Calibre 37mm
Alcance máximo 2300m
Alcance útil 400m
Alcance prático 100m

Mais uma vez na Guiné nota-se o "porta-munições" nas costas do militar que tem o lança-foguetes.
O aparelho de pontaria era um simples tubo com um orifício de 1 cm sem qualquer tipo de lente. Os foguetes de 37 mm não eram de grande qualidade e até constava que a Força Aérea os adquiriu em França por canais pouco claros – fruto do embargo internacional de que Portugal era alvo – e já com o prazo de validade ultrapassado. Talvez por isso há alguns relatos, mesmo que não muito frequentes, de funcionamento deficiente da arma.

O "manual de instruções" que acompanhava a arma à saída das OGMA.

Uma das últimas "fichas de inspecção" dos Lança-Foguetes para Tropas Terrestres produzidos nas Oficinas Gerais de Material Aeronáutico de Alverca.
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