segunda-feira, julho 04, 2016

KC 390: o maior projeto aeronáutico alguma vez criado em Portugal


É hoje à tarde apresentado em Alverca, nas instalações das OGMA, o KC 390, a maior aeronave de carga alguma vez produzida pela Embraer e aquele que é o maior projeto aeronáutico português – cerca de 56% do avião foi da responsabilidade de engenheiros portugueses do Centro de Excelência e Inovação da Indústria Automóvel (CEIIA).
O primeiro-ministro António Costa e o ministro da Economia Manuel Caldeira Cabral marcarão presença na apresentação do avião brasileiro, projeto que contou com a contribuição de 170 engenheiros portugueses e 450 mil horas trabalho na conceção, design e cálculos de 1.600 peças que compõem o “dorso” do avião (em inglês, sponson).
É nesta parte da estrutura que está localizado o trem de aterragem, bem como os elevadores das asas traseiras, a fuselagem e uma parte do leme, componentes que são da inteira responsabilidade do CEiiA e que representam diretamente mais de 2.100 desenhos técnicos e 350 postos de trabalho altamente qualificado.
É referido em comunicado que o KC 390 é um avião militar destinado ao transporte e lançamento de cargas e tropas, sendo ainda adequado para reabastecimentos aéreos, busca e resgate e combate a incêndios florestais. Estima-se que a primeira unidade seja entregue à Força Aérea Brasileira no início de 2018.
Após a apresentação de hoje, a Embraer vai o KC 390 ao festival aéreo de Farnborough, em Inglaterra, a decorrer de 11 a 17 de julho. Portugal é um dos 30 países que assinou uma carta de intenção de compra até seis aeronaves.
“Com este projeto foi possível construir uma equipa de engenharia portuguesa que tem capacidade para participar no desenvolvimento de qualquer projeto de engenharia aeronáutica, em qualquer parte do mundo”, refere José Rui Felizardo, presidente executivo do CEiiA.
É a primeira vez que Portugal participa de tal forma no desenvolvimento de uma aeronave, algo que se espera que promova a criação de condições de base para atrair novos projetos e investimentos no setor aeronáutico.
Além do CEiiA, estiveram envolvidas no desenvolvimento do KC 390 as duas unidades que a Embraer têm localizadas em Portugal: a unidade da Embraer, inserida na OGMA, e a fábrica de componentes de Évora. Via tek.sapo. Ver também no Expresso e Publico.

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terça-feira, junho 14, 2016

Ogma aposta em novos mercados e atinge lucro recorde de 11,6 milhões


Fabricante de Alverca vai inaugurar hangar de pintura de oito milhões e inicia este ano a produção em série de componentes para o novo KC-390 Ver notícia completa no Público online.

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quinta-feira, maio 19, 2016

A iluminação do campo de Alverca em 1934

Em 29 de Junho de 1933, através do decreto-lei 22762, o Ministério da Guerra, acorda com a casa Anciens Etablissements Barbier Bernard & Turenne, o pagamento de 774.250 francos franceses, para o fornecimento do material de iluminação do campo de aviação de Alverca. No decreto-lei 22914 de 31 de julho 1933, o Governo autoriza o Grupo Independente de Aviação de Bombardeamento (GIAB) a levantar a importância de 2000.000$00, para o pagamento da primeira das cinco anuidades à casa Anciens Etablissements Barbier Bernard & Turenne, referente à iluminação da pista de Alverca.

No dia 11 de Junho de 1934, o Diário de Lisboa, relata o transporte do equipamento de iluminação da pista de Alverca, que abaixo transcrevo.



As viaturas para iluminação do campo de aviação de Alverca, que hoje saíram do Entreposto de Santos, onde foram desembarcadas

Do Entreposto de Santos seguiram hoje de manhã para Alverca, as viaturas e respectiva aparelhagem destinada à iluminação do campo do Grupo Independente de Aviação de Bombardeamento, com sede em Alverca. Trata-se, como dissemos, de um sistema moderníssimo usado nos grandes aeródromos, que vem permitir as aterragens e descolagens nocturnas, com toda a facilidade.
O material, cuja passagem pelas ruas da cidade a caminho de Alverca despertou curiosidade, é constituído pelas seguintes viaturas: um carro-oficina e central eléctrica, tendo atrelado um T luminoso indicador da direcção e velocidade do vento; um projector bióptico de aterragens sobre camião- gerador tipo militar, levando atrelado outro projector do mesmo tipo e um farol de sinalização instalado sobre um camião.
Dentro de um mês, todo o material estará instalado e o campo do Grupo de Bombardeamento ficará preparado para serviço nocturno, equiparado aos melhores da Europa. (Diário Lisboa 1934-06-11).

Um aeroplano a levantar voo no Campo de Aviação de Alverca, sob o clarão dos projectores, em 18 de Março de 1935.

O campo de aviação em terra batida, com 1000 x 625 mts, no local do actual DGMFA, funcionou até 1953, quando a pista alcatroada de 2000 mts foi concluída.

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quinta-feira, maio 12, 2016

Exposição GEAR na Amadora


21 de maio | Inauguração da “Exposição GEAR – Grupo de Esquadrilhas Aviação República” da Arma de Aeronáutica do Exército Português.
Local: Núcleo Museográfico do Casal da Falagueira. Preço: € 0,99
Entrada gratuita: estudantes, idade ≥ 60 anos, ˂ 18 anos de idade e pessoas portadoras de deficiência. Patente até 14 maio de 2017.

"Em 1917, realiza-se na Amadora o 1.º Festival Aéreo e em 1919, o Grupo de Esquadrilhas de Aviação República (GEAR) da Arma de Aeronáutica do Exército Português instala-se na Amadora, nos terrenos onde funciona actualmente a Academia Militar. Durante cerca de um quarto de século, é da Freguesia da Amadora que partem algumas das mais importantes viagens da aviação nacional. Destas, há a destacar a tentativa de ligação à Ilha da Madeira, por Sarmento Beires e Brito Pais, em 1920; a viagem do Pátria a Macau, com Brito Pais, Sarmento Beires e Manuel Gouveia, em 1924; o voo a Goa, com Moreira Cardoso e Sarmento Pimentel, em 1930; o voo de Carlos Bleck e Humberto da Cruz à Guiné e Angola, em 1931 e a viagem de ida e volta do Dilly, a Timor, com Humberto da Cruz e António Lobato, em 1934.
Após anos de entusiasmo pelo pioneirismo da aviação, e de avanços tecnológicos importantes ao nível dos aparelhos, termina finalmente em 1938 a ligação da Amadora à aviação nacional. Razões de organização da Aeronáutica Militar, a par com a exiguidade e deficiências da pista de terra batida ali existente, determinaram a extinção do Grupo de Aviação de Informação n.º 1 – como passara a ser designado o GEAR – cujo pessoal e material seriam transferidos para Tancos.

Fonte: Homens e Aviões na História da Amadora, M. Lemos Peixoto, Ed. CMA" (via Jorge Pereira - FB)

quinta-feira, abril 14, 2016

Trabalhadores da OGMA em protesto por melhores salários


Duas centenas de trabalhadores da Indústria Aeronáutica de Portugal realizaram ontem uma marcha de protesto para reivindicar aumentos salariais e para se queixarem de "perseguições e discriminações". Ver noticia completa no Observador online.

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quarta-feira, abril 13, 2016

A OGMA está a construir um hangar de pintura

Os oito milhões investidos no novo hangar vão alavancar mais negócio. A empresa que já foi estatal e é quase centenária, teve lucros de 11,6 milhões de euros em 2015 e prevê continuar a crescer.
Ver noticia completa no Jornal de Negócios online

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terça-feira, abril 12, 2016

Noite dos Museus


Uma oboa portunidade para visitar o Museu do Ar.

sexta-feira, abril 01, 2016

Exposição MAN reencontros



Foi ontem inaugurada na Galeria Rómulo Bessa, na rua das Janelas Verdes, 76, em Lisboa, uma exposição do pintor José Manuel MAN, nosso ex-colega da Sala de Desenho nas OGMA, cuja visita recomendo. A exposição estará aberta todos os dias até 30 de Abril, das 13:00 às 18:30.

O pintor MAN.

O atleta MAN.

O desenhador das OGMA José Manuel MAN, nos anos 60.

Desenho do MAN em 1964, ainda nas OGMA. oferecido ao presidente dos EUA, publicado na Secção Artes e Letras, da revista OGMA nº3.


Lista de exposições do José MAN. (Clica nas imagens para expandir)

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quinta-feira, março 31, 2016

A OGMA vai participar mais na produção das aeronaves da Embraer

Rodrigo Rosa: A OGMA vai "participar mais na produção das aeronaves da Embraer"

América do Norte, África e Europa são as grandes apostas internacionais da Ogma para captar clientes. De resto, o exterior já representa cerca de 95% da facturação da empresa. Ver noticia completa no Jornal de Negócios online

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